Tinha acabado de chegar ao Alentejo uma excursão de espanhóis.
Ao verem um alentejano, o guia diz para os passageiros:
- Ahora me voy a pelear con ese portugues...
E vai ter com o alentejano:
- Hola, como te llamas?
- António...
- Yo tambien me llamo Antonio! Qual es tu profession?
- Sou músico...- Yo tambiem soy musico... E que tocas?
- Toco trompete, e tu?
- Yo tambiem toco trompete. Una vez fue a la Festa de Nossa Señora e toqué tan bien, que la senhora desció del andor e empezó a llorar.
Acrescenta o alentejano:
- E eu fui uma vez à Festa do Senhor dos Passos e toquei tão bem que o Senhor largou a cruz e agarrou-se a mim e disse-me: "À gand'António, que ainda tocaste melhor que o c*brã* do espanhol, que fez chorar a minha mãezinha!"
sábado, setembro 04, 2004
sexta-feira, setembro 03, 2004
Noite
"Eu vivo
nos bairros escuros do mundo
sem luz nem vida.
Vou pelas ruas
às apalpadelas
encostado aos meus informes sonhos
tropeçando na escravidão
ao meu desejo de ser.
São bairros de escravos
mundos de miséria
bairros escuros.
Onde as vontades se diluíram
e os homens se confundiram
com as coisas.
Ando aos trambolhões
pelas ruas sem luz
desconhecidas
pejadas de mística e terror
de braço dado com fantasmas.
Também a noite é escura. "
Agostinho Neto
nos bairros escuros do mundo
sem luz nem vida.
Vou pelas ruas
às apalpadelas
encostado aos meus informes sonhos
tropeçando na escravidão
ao meu desejo de ser.
São bairros de escravos
mundos de miséria
bairros escuros.
Onde as vontades se diluíram
e os homens se confundiram
com as coisas.
Ando aos trambolhões
pelas ruas sem luz
desconhecidas
pejadas de mística e terror
de braço dado com fantasmas.
Também a noite é escura. "
Agostinho Neto
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